
O Mito do Pelagianismo
Pelágio, o primeiro autor britânico conhecido, é famoso por sua defesa do livre-arbítrio enquanto o Império Romano se desintegrava. Um defensor persuasivo de duas ideias — que a natureza humana era inclinada ao bem e que o homem possuía livre-arbítrio —, Pelágio foi excomungado em 418 após uma campanha para difamá-lo por inventar uma nova e perigosa heresia. Situando essa acusação de heresia contra Pelágio no contexto da pesquisa recente, O Mito do Pelagianismo prova que Pelágio não ensinou as ideias que lhe foram atribuídas nem propôs algo novo.
Ao demonstrar que Pelágio defendeu o que era a compreensão dominante do cristianismo, Bonner explora a noção de que, em vez de ser o líder de um grupo separatista, ele foi um dos muitos propagandistas do movimento ascético que varreu o cristianismo e gerou o monasticismo medieval.
Revolucionário em sua interdisciplinaridade e no uso de evidências manuscritas, O Mito do Pelagianismo apresenta uma revisão significativa de nossa compreensão de Pelágio e da formação da doutrina cristã.