Referências do Debate

Lactâncio, 260 d.C. – 330 d.C.

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Lucio Célio Firmiano Lactâncio nasceu na África do Norte e foi um escritor cristão do terceiro para o quarto século. Em determinado ponto da sua vida, tornou se conselheiro do primeiro imperador romano cristão, Constantino I, enquanto serviu como tutor de seu filho simultaneamente. Escreveu livros apologéticos explicando o Cristianismo em termos compreensíveis aos não cristãos mais intelectualizados, enquanto defendia-o contra ideias de filósofos pagãos.  


Lactâncio, As Divinas Instituições, Livro V, 19

Se você quiser defender a religião pelo derramamento de sangue, usando a tortura e condenações, ela já não estará mais sendo defendida, em vez disso, estará sendo poluída e profanada. Pois NADA NA VIDA TEM MAIS RELAÇÃO COM O LIVRE-ARBÍTRIO do que a religião; pelo que, se a mente do adorador não estiver inclinada a isso, a religião é imediatamente eliminada e deixa de existir.

Lactâncio, Fragments, I

Medo, amor, alegria, tristeza, luxúria, desejo ardente, raiva, piedade, emulação, admiração — essas moções ou afeições da mente existem desde quando, no princípio, o Senhor criou o homem; tudo isso foi incorporado na natureza humana de forma que lhe fosse útil e para a sua vantagem, para que, governando-se por eles com método e de acordo com a razão, o homem, responsavelmente, pudesse ser capaz de desenvolver boas qualidades, por meio das quais ele teria merecido receber do Senhor, com justiça, a vida eterna. Pois quando essas afeições da mente, são contidas dentro de seus próprios limites, sendo corretamente empregadas, produzem no presente boas qualidades, e, no futuro, recompensas eternas. Mas quando avançam além de seus limites, isto é, quando se desviam para um mau caminho, então surgem vícios e iniquidades e produzem punições eternas.



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Atualizado em 18/03/2026