Mateus 15.12,13 12 Então, aproximando-se dele os discípulos, disseram: Sabes que os fariseus, ouvindo a tua palavra, se escandalizaram? 13 Ele, porém, respondeu: Toda planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada.
O texto foi usado por um gnóstico maniqueísta chamado Fortunato para justificar a suposta divisão das “diferentes naturezas”, e consequentemente, a predestinação de cada uma de acordo com a sua “substância”.
Fortunato usava a frase “toda planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada”, como uma espécie de “prova” das ideias gnósticas relacionadas aos seus conceitos de “eleição” e “reprovação”, justificando assim que, “havia almas dignas da salvação pois haviam vindo do reino da luz”.
Seus argumentos foram combatidos pelo próprio Agostinho quando ainda defendia a ortodoxia cristã, no livro “Contra Fortunato”. Para Fortunato, mesmo as partículas "de luz", que eram as almas boas que estavam aprisionadas neste mundo, precisavam de auxílio divino para que pudessem voltar para "a cidade de Deus", o "reino da luz".
Fortunato acreditava que a morte espiritual mencionada por Paulo em Efésios 2 dizia respeito a uma condição espiritual, um estado de letargia insuperável e não o resultado dos delitos e pecados praticados pelos pecadores. Agostinho, quando ainda ortodoxo, lhe respondeu usando Efésios 4.18 dizendo-lhe que "se não houvesse comportamento pecaminoso, nenhum pecado havia sido cometido". Em outras palavras, a morte espiritual é a consequência direta de um estilo de vida pecaminoso e não o contrário.
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