Uma pequena curiosidade sobre os gnósticos que se chamavam de “Naassenos” é que sua designação procedia originalmente da palavra “serpente” em hebraico, que é ָנָָחָש, e em português, sua pronúncia seria algo como “nahash” ou “narrash”, que, no plural ficaria ְּנְָחָׁשִים , algo como “narrashim”. Acabou que no processo de migração do termo para o nosso idioma, sua designação ficou como “Naassenos”. O que seria mais ou menos como se referir a eles como os “Serpentianos”, semelhante ao grupo gnóstico que era designado por Ofitas, palavra grega para "serpente", de onde em português temos a palavra "antiofídico".
A razão disso, como explicamos nesta obra, é que alguns gnósticos acreditavam que a Serpente do Paraíso teria sido um instrumento por meio do qual Cristo, o Aion divino, par de Sofia, havia se comunicado com Adão e Eva para lhes transmitir um conhecimento secreto de libertação, contando-lhes a respeito da prisão na qual se encontravam sob o governo do Demiurgo, este “Deus bastardo”, um abortivo de Sofia, que mantinha os homens aprisionados na matéria.